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Escola de Estudos Psicanalíticos     CAMPOS TEMÁTICOS        O labor de formação do psicanalista, assim como Freud a instituiu, inicia pela análise pessoal e entrada no...

 

 

CAMPOS TEMÁTICOS

       O labor de formação do psicanalista, assim como Freud a instituiu, inicia pela análise pessoal e entrada no campo teórico, segue pelo ingresso na prática e a correspondente análise de controle. Deste modo, os três Campos Temáticos têm como fito oportunizar o trabalho de apreensão, discussão e aprofundamento de conceitos referidos à prática clínica, sendo concebidos pela EEP como pilares de sustentação da formação. Eles estarão ancorados na reconhecida produção de psicanalistas da instituição, e ocorrerão sob o formato de assembleias, destinadas exclusivamente a seus membros e proponentes. Assim sendo, contamos sempre com sua participação, como integrantes efetivos de nossa Escola.

M.F.

Aba 1

 

 

I. FREUD E A HISTÓRIA DA PSICANÁLISE


Conceição de Fátima Beltrão Fleig
Lia Cunha Poletto
Nacitamara Fiorentini
Návia Terezinha Pattussi
Vânia Aparecida Pattussi

Correspondência Freud

       O título deste Campo temático remete à história da psicanálise, mas não o propomos no sentido de historicidade ou de cronologia; antes, visa à retomada e à renovação de nossa leitura do texto freudiano à luz da produção resultante do encontro epistolar de Freud com os demais pioneiros.
       Escrever faz parte da história de Sigmund Freud. Foi escrevendo que endereçava o compromisso de construir sua ciência, mas, antes de tal pretensão, já encontramos, no investigador da alma humana, um jovem que vive ansiosamente por compartilhar suas inquietudes, que o acompanhará por toda sua existência, escrever cartas. Dessa forma, Freud, o escritor de cartas, pode ser considerado o primogênito do Freud criador e escritor da psicanálise.
       Ao pensarmos na vasta correspondência de Freud, identificamos uma lista de interlocutores se desdobrando numa extensa fileira e cada interlocutor-leitor ser elevado à condição de confidente. Nela, vai relatar suas vivências, angústias e, principalmente, ideias originárias da concepção da subjetividade humana.
       Entre seus principais interlocutores/confidentes, podemos citar Martha, Fliess, Jung, Ferenczi, Abraham, Pfister, Binswanger, Lou Salomé, Marie Bonaparte, Arnold Zweig, entre outros.
       Freud desenvolveu sua análise pessoal através da correspondência com Fliess. Poderíamos dizer que inaugura a cura pela escrita, assim como Anna O o fez com a “limpeza da chaminé”, germe da cura pela palavra falada.
        Acompanhar os fios que tecem os primórdios da psicanálise freudiana faz parte da formação psicanalítica continuada.

Ninguém escreve para alcançar fama, que de qualquer modo é algo muito transitório, ou a ilusão de imortalidade. Sem dúvida alguma escrevemos, em primeiro lugar, para satisfazer algo dentro de nós, não para outras pessoas. Naturalmente, quando outros reconhecem nossos esforços, isso aumenta nossa satisfação interior, mas ainda assim escrevemos, em primeiro lugar, para nós mesmos, seguindo um impulso interno (Freud a Marie Bonaparte, 1925 apud Jones, 1989).

Frequência: mensal, terça-feira
Horário: 19h30min às 21h
Datas: 19/04, 17/05, 14/06, 19/07, 23/08, 06/09, 18/10, 29/11
Presencial/online
Locais: Sede EEP Porto Alegre, Caxias do Sul, Chapecó

Aba 1

II. ESCRITOS E SEMINÁRIOS DE LACAN

Mario Fleig
Izabel Joana Dal Pont
Maria Cristina Hein Fogaça
Martha Wankler Hoppe
Nair Macena de Oliveira
Sônia Maria Perozzo Noll

       Na sequência da leitura e interpretação do Seminário 11 de J. Lacan, Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise, seguiremos nos dois conceitos fundamentais: A transferência e a pulsão. Lacan retorna a Freud em Pulsões e suas vicissitudes para falar do surgimento de um novo sujeito por duas operações de causação desse sujeito: a alienação e a separação. Num primeiro tempo pelo assujeitamento do Eu ao pequeno outro, do qual se trata de fisgar o gozo, mas é no terceiro tempo, pelo enlaçamento pulsional, que o sujeito atinge a dimensão do Grande Outro, que virá se assujeitar, se fazer objeto. O que quer dizer: A pulsão presentifica a sexualidade ao mesmo tempo em que a morte? Qual a oposição do campo pulsional e do campo narcísico do amor?
       Na última parte, sobre a transferência, Lacan retorna a Freud na historicidade do conceito de transferência. Não que a transferência seja uma invenção de Freud, mas sua utilização permitiu diferenciar radicalmente a psicanálise dos métodos de sugestão, utilizados durante a hipnose como a praticava Charcot e do método catártico de Breuer. Esta problemática da transferência interroga Freud, desde 1882 sobre a paciente de J. Breuer, Anna O na “talking cure”. De uma parte, a sexualidade e, de outra, parte a transferência. A transferência é um processo que se constitui pela fala endereçada ao analista pela atualização da realidade do inconsciente. Qual a relação entre a transferência e o amor? E com o desejo? O que é na transferência o sujeito suposto saber? E o desejo do analista para Lacan? Estas e outras questões continuam animando este Campo Temático.

Frequência mensal: primeira quarta-feira
Horário: 20h
Datas: 09/03, 06/04, 04/05, 01/06, 06/07, 03/08, 14/09, 05/10, 09/11
Presencial/on-line
Locais: Sede EEP Caxias do Sul, Porto Alegre, Chapecó

Aba 1

III. A CLÍNICA PSICANALÍTICA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Ariela Siqueira Dal Piaz
Denise Nunes Mousquer
Elenice Cazanatto
Margareth Kuhn Martta
Nara Lúcia Girotto 

       Nas assembleias de 2022, daremos continuidade aos estudos do livro de Jean Bergès, O corpo na neurologia e na Psicanálise: lições clínicas de um psicanalista de crianças. Nesta obra estão reunidos artigos, conferências e fragmentos de seminários. 
      Jean Bergès trabalhou no Hospital Sainte-Anne, em Paris, a partir de 1960, e durante mais de dez anos ele sustentou um seminário mensal com toda a equipe e com aqueles que vinham do exterior para refletir sobre a teoria e a práxis. Paralelo a isso, também havia as consultas públicas com as crianças e suas famílias. A partir de 1996, o seminário se desenvolveu na Associação Lacaniana Internacional, em colaboração com Gabriel Balbo e, desta parceria, surgiram diversas publicações. 
      O corpo na neurologia e na Psicanálise é considerado o testemunho do quanto Jean Bergès se interessava e se interrogava sobre as questões do corpo: na neurologia, na psicomotricidade, na psicanálise. Os nossos estudos partem da questão sobre a competência do corpo para sustentar o significante.

Frequência: mensal, quarta quinta-feira
Horário: 20h às 21h30min
Datas: 24/03, 28/04, 02/06, 30/06, 25/08, 22/09, 27/10, 24/11
Presencial/on-line
Locais: Sede EEP Caxias do Sul, Porto Alegre, Chapecó

Aba 1

 

 

IV. PRÁXIS PSICANALÍTICA

       A formação do psicanalista se dá a partir da própria análise, da análise de controle da prática, do estudo rigoroso dos conceitos e da psicopatologia psicanalítica, sendo que a posição de psicanalista advém do se autorizar por si e por seus pares, entre estes, na instituição psicanalítica.
          Partindo destes preceitos oriundos dos primórdios da formação de psicanalistas por Freud, construímos, no seio de nossa instituição, o espaço do Serviço de Atendimento Clínico, dedicado à prática e à experiência no âmbito de consultório e de clínica em instituição, experiência esta partilhada com a equipe nas discussões, supervisões e construções de formulações.De acordo com o espírito no qual concebemos o Serviço, a partilha não se dá apenas da parte daquele que traz um caso a ser examinado, mas também se dá da parte do que supervisiona e que, ali, diante dos pares (a equipe), dá testemunho de sua própria formação, e também daquele que apresenta um paciente, pois ali o que mais se desvela é o psicanalista em seu modo de operar e diante da seleta audiência. 
       Tais são os pressupostos que sustentam o Serviço e este campo temático se encontra ao alcance dos membros e proponentes que almejem agregar à sua formação a viva experiência do trabalho em equipe pautado pela operação psicanalítica, sendo que cada modalidade de trabalho propõe critérios específicos para ingresso em sua prática.

C.F.B.F

Aba 1

Tratamento psicanalítico
Coordenação: Conceição de Fátima Beltrão Fleig, Maria Nestrovsky Folberg

- Acolhimento em tratamento psicanalítico: crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos.
- Atendimento de família.

Supervisão da equipe e discussão de casos:

Frequência: quinzenal, quinta-feira
Horário: 9h às 12h
Início: 10/03
Presencial/on-line
Local: Sede EEP Porto Alegre e Caxias do Sul

Dentre as áreas a serem desbravadas destacam-se:
- Estruturas clínicas e psicopatologia
- Psicoses desencadeadas por medicamentos e erros inatos do metabolismo: incidências na clínica da infância e da adolescência (Maria Virginia Eggers)

Letra: transtornos da linguagem oral e escrita
Coordenação: Conceição de Fátima Beltrão Fleig, Maria Nestrovsky Folberg

- Atendimento clínico de crianças e adolescentes, individualmente ou em grupo, no ambiente escolar de ensino fundamental e médio
- Atendimento aos professores de forma individual ou em grupos
- Elementos dos saberes interculturais que incidem nas aprendizagens formais de crianças e adolescentes (Viviane Silveira)

Supervisão da equipe:

Frequência: quinzenal, quinta-feira
Horário: 9h às12h
Início: 24/03
Presencial/on-line
Local: Sede EEP Porto Alegre e Caxias do Sul

A clínica com bebês e crianças pequenas
Coordenação: Margareth Kuhn Martta

- Atendimento clínico com bebês e primeira infância: zero a cinco anos
- Atendimento institucional: pesquisa e intervenção nas escolas de educação infantil de zero a três anos

Supervisão da equipe e discussão de casos clínicos:

Frequência: quinzenal, segunda-feira
Horário: 20h às 21h30min
Início: 07/03
Presencial/on-line
Local: Sede EEP Porto Alegre e Caxias do Sul

Serviço de Atendimento Psicanálico - Escola de Estudos Psicanalíticos
Projetos

Letra – clínica na escola pública
- Atendimento individual ou em grupo dentro de instituição credenciada.
- Crianças a partir de 6 anos e adolescentes.
- Enlaçamento com o corpo discente.
- Sem honorários.

Clínica do bebê e da primeira infância
- Atendimento na instituição credenciada.
- De bebês até a idade de 5 anos.
- Enlaçamento com trabalho multidisciplinar do local.
- Sem honorários.

Serviço de Atendimento Psicanalítico
- Receber em análise crianças, adolescentes, adultos.
- Entrevistas iniciais nas salas da EEP e, em caso de ocorrência de pedido de análise, pode ser dada sequência no consultório particular.
- Honorários estabelecidos pelo analista em formação de acordo com a renda individual ou familiar.

Critérios para admissão e participação na equipe
1. Estar em processo de análise pessoal.
2. Engajar-se em supervisão: individual ou de grupo (no máximo de quatro participantes) com um dos coordenadores de projeto do Serviço.
3. Escolha de um ou mais projetos para trabalho clínico.
4. Participação continuada nas reuniões de equipe do projeto escolhido.
5. Participação continuada nos demais Campos Temáticos da Escola de Estudos Psicanalíticos.
6. Mínimo de 4 semestres atendendo em instituição pública credenciada pelo Serviço.
7. O ingresso no Projeto Tratamento Psicanalítico, ou seja, recebimento de pacientes encaminhados pelo Serviço, implica ter pelo menos 4 semestres de clínica em instituição credenciada.